POEMAS E PENSAMENTOS...


Carlos Drummon de Andrade



Escrito por JAIME DA SILVA às 13h57
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É ISSO QUE NÓS QUEREMOS VER NA TV?



Escrito por JAIME DA SILVA às 10h55
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Brasil!!!!



Escrito por JAIME DA SILVA às 12h10
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IDENTIDADE, CADÊ?

 

Brasil mostra a sua cara

me diga quem paga

pra  a gente

ficar assim...

cento e oitenta milhões em ação

pra frete Brasil do meu coração...

Brasil da mulata e pandeiro

meu Brasil brasileiro...

Quem foi a pátria que me pariu?

Pois eu quero lhe cobrar

eu não tenho onde morar

e pior o que comer.

Porque?

Eu seria imbecio

só por cobrar

o que é de meu direito

quem foi a pátria que me pariu?

Pois eu quero lhe dizer

que estou insastifeito

sem ter direito a reclamar.

Quem foi a pátria que me pariu?

Pois ainda guardo a dor

de um filho que a mãe abandonou

no sinal pedindo esmolas.

Quem foi a pátria que me pariu?

me diga por favor

pois não consigo viver mais

guardando esse rangor

de um orfão prejudicado.

Quem foi a pátria que me pariu?...



Escrito por JAIME DA SILVA às 11h20
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ABAIXO AO RACISMO!!

 

 

PELA PAZ

Violênta vulcanica racista

iguinorante mundo  sem dó

_ Branco..., Indio..., Negro..., O que implica?

cor por cor o mundo se resume a pó.

 

pinguimento maldito pelos burros

da ilegalidade absoluta das extremas

ofença contra a inteligência dos muros

da inossência de raça da mais densa

 

Não quero piedade nem misericórdia

quero respeito do jeito que eu respeito

a todos que estão a minha volta

lágrimas de vez em quando até despejo

social , economica não tenho medo

 

Quero paz 

quero igualdade racial

quero ser livre além do mais

vou ver sei que vou

quando não sei

só sei que vou.

A étnia  exige pelo bem.   



Escrito por JAIME DA SILVA às 14h01
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SONHAR É PRECISO

 

UTOPISTA

Viva ao Brasil!

Não é primeiro de abril

aqui não se pede mais esmolas

há bastante emprego agora.

Viva ao Brasil!

Não vejo mais aquele tio

no sinal com as crianças

vivendo de esperança

pelo um pedaço de pão.

Viva ao Brasil!

Não vejo mais o imbecil

entrando aqui com um fuzil

exterminando a esperança

de um povo sofredor.

Viva ao Brasil!

Não quardo mais a dor

agora eu posso impor

posso ver acontecer

o que só os ricos poderiam ter.

Viva ao Brasil!

Agora eu posso entrar em qualquer outro lugar

e ter a garantia

de ver em minha filha

uma nobre cidadã.

Viva ao Brasil!

Aqui o racismo não mais existe

antes que era triste

andava cabisbaixo

não via o meu retrato

na coluna social.

Viva ao Brasil!

Agora posso ir e vir

sem ter que infrigir

a lei dos canibais.

Viva ao Brasil!

A violência acabou

Não me acorde por favor

pois eu quero sonhar mais.

Viva ao Brasil...

 



Escrito por JAIME DA SILVA às 14h57
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VOCÊ PODE ESTA COM PROBLEMAS



Escrito por JAIME DA SILVA às 11h48
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essa receita não falha nunca



Escrito por JAIME DA SILVA às 11h44
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desface que fuciona



Escrito por JAIME DA SILVA às 11h38
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VIVA AO POETA!

 

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio _ e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais,
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drumommond de Andrade



Escrito por JAIME DA SILVA às 16h53
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SONHAR FAZ BEM .

Utopia, sempre

 

Um traço que deve caracterizar o ser humano, ainda não embrutecido pela própria fraqueza ou pela realidade tremenda, é a liberdade que se reserva de opor ao evento defeituoso, á situação decepcionante, uma força contraditória. Essa força poderia chamar-se esperança; esperança de que aquilo não é, não existe, pode vir a ser; uma espera no sonho, de que algo se mova para frente, para o futuro, tornando realidade aquilo que precisa acontece, aquilo que tem de passar a existir.

Essa força talvez pudesse ser chamada, também, de força do sonho. Mas também seria um nome inadequado: acima de tudo, porque não somos nós que temos um sonho e, sim, o sonho que nos tem. Ele escapa ao nosso controle, impõe-se a nós tanto quanto se insinua sobre nós essa realidade manca ou sufocante que precisa ser mudada. E é necessário termos o controle dessa mudança, algum controle. Sonhar apenas, portanto não serve.

Estaríamos mais perto do nome adequado a essa força de contradição se pensássemos na imaginação, essa capacidade de superar os limites freqüentemente medíocres da realidade e penetrar no mundo do possível. E esta designação para aquela força não seria inconveniente se a imaginação fosse vista não como um amontoado de insanidades, diversas das provocadas pelo sonho apenas pelo fato de serem produzidas de olhos abertos, mais sim como uma das estruturas de sustentação da própria realidade e sem a qual esta não pode existir sob pena de retirar-se desse real aquele elemento criativo capaz de fazer da vida algo diferente de uma câmara escura, de um caixão de defunto.

Mas a imaginação necessária á execução daquilo que deve vir a existir não é a imaginação digamos comum, aquela que se alimenta apenas da vontade subjetiva da pessoa e se volta unicamente para seu restrito campo individual, detendo-se exclusivamente para propor coisas como montanhas de ouro. Tem de ser uma imaginação exigente, capaz de prolongar o real existente na direção do futuro, das possibilidades; capaz de antecipar este futuro enquanto projeção de um presente a partir daquilo que neste existe e é passível de ser transformado. Mais: de ser melhorado.

Essa imaginação exigente tem um nome: é a imaginação utópica, ponto de contrato entre a vida e o sonho, sem o qual o sonho é uma droga narcotizante como outra qualquer e ávida, uma seqüência de banalidades insípidas. É ela que, ate hoje pelo menos, sempre esteve presente nas sociedades humanas, apresentando-se como o elemento de impulso das invenções, das descobertas, mas também, das revoluções. É ela que aponta para a pequena brecha por onde o sucesso pode surgir, é ela que mantém em pé a crença numa outra vida. Explodindo os quadros minimizadores da rotina, dos hábitos circulares, é ela que, militando pelo otimismo, levanta a única hipótese capaz de nos manter vivos: mudar a vida.

 

COELHO NETO, José Teixeira. O que é utopia.



Escrito por JAIME DA SILVA às 12h17
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Dinheiro pra quer?



Escrito por JAIME DA SILVA às 13h22
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será que ele não sabia que iria ser assim?



Escrito por JAIME DA SILVA às 13h12
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Esse é o João Ubaldo

Amigos,
Reenviem para os seus amigos essa pérola do João Ubaldo.
 
"Caros amigos,
Anexada em forma de documento do Word está uma notícia publicada no Globo( 02/05/05, sábado). É estarrecedor. Estamos ingressando numa era totalitária, em que o governo dá o primeiro passo para instituir uma nova língua e baixar normas sobre as palavras que devemos usar?
Será proibido em breve o uso de palavrões na língua falada no Brasil? Serão eliminados dos dicionários vocábulos e expressões não consideradas apropriadas pelo Governo? Palavras veneráveis da língua, como "beata", em qualquer sentido, deverão ser banidas? Será criada uma polícia da linguagem? Os brasileiros serão proibidos por lei de discutir vigorosamente e xingar os interlocutores?
Que autoridade tem essa secretaria para emitir essas opiniões, que por enquanto podem ser apenas opiniões, mas nada impede, na ditadura mal disfarçada em que vivemos, que uma Medida Provisória, da mesma forma com que já nos confiscaram a poupança e os depósitos bancários, venha a ser baixada, confiscando também a nossa língua e os nossos costumes, mesmo os inaceitáveis pela maioria?
Os escritores e jornalistas terão seus livros e textos examinados para que se expurguem termos ou expressões condenadas? Contar piadas será tido como conduta anti-social e discriminatória? O governo é o dono da língua?
As palavras "negro", "preto", "escuro" e semelhantes, nos casos em que não estiverem sendo usadas sem relação alguma com a cor da pele de ninguém, serão vedadas, se em qualquer contexto julgado negativo?
As nuvens de chuva por acaso são brancas e alguém está insultando os negros, quando diz que há nuvens negras no horizonte (e há)? Os túneis são escuros e existe alusão racial na expressão "luz no fundo do túnel"? A peste bubônica não poderá mais ser mencionada como a "peste negra"?
Tratar-se-á como injúria ou difamação chamar de comunista alguém que até o seja, mas não se considere como tal? Não se poderá mais dizer que alguém é burro ou cometeu uma burrice? Será publicada uma lista de palavras de uso permitido, ou de uso proibido? Acontece isto em alguma outra parte do mundo? Se um homossexual, como fazem muitos deles, rotular-se a si mesmo de "veado", poderá ser censurado ou punido? O pronome indefinido peculiar à língua falada no Brasil ("nêgo", como em "nêgo aqui gosta muito de uma festa") só será aceitável se for numa afirmação elogiosa ou "positiva"?
O ridículo dessa cartilha não nos deve cegar para o fato de que está começando o que parece ser uma ampla distribuição, que certamente atingirá as escolas, nas quais, já hoje, são obrigadas a classificar racialmente os alunos, dando a entender que certas áreas certamente considerarão um progresso e um passo em direção ao ambicionado terceiro mundo a instituição da segregação no Brasil.
Não podemos aceitar esse delírio totalitário, autoritário, preconceituoso (ele, sim), asnático, deletério e potencialmente destrutivo -- e, o que é pior, custeado com o nosso dinheiro. Que está acontecendo neste país? Aonde vamos, nesse passo? Quanto tempo falta para que os burocratas desocupados que incham a máquina governamental regulem nossa conduta sexual doméstica ou nosso uso de instalações sanitárias?
Enfim, o que é isso, pelo amor de Deus? Até quando vamos suportar sermos tratados como um povo de ovinos imbecis e submetidos ao jugo incontestável da "autoridade"? Todo poder emana do povo ou da burocracia? Podermos ser processados, se chamarmos um membro do serviço público de "funcionário"? Temos liberdade para alguma coisa?
Foi o Estado que nos concedeu o direito de pensar, opinar e dizer, ou este é um direito básico e inalienável, que não nos pode ser tirado? Não sei mais o que dizer sobre esse descalabro, esse escândalo, essa vergonha, esse sinal de atraso monstruoso, que de agora em diante não deverei mais poder chamar de palhaçada, para não insultar os palhaços.
Até onde vamos regredir? É preciso que reajamos, é indispensável que os homens responsáveis por tal despautério sejam dispensados do serviço público, porque lá estão para cometer atentados à liberdade e arbitrariedades desse tipo.
É indispensável que assumamos nosso papel de cidadãos detentores da soberania que, pelo menos nominalmente, é entre nós a soberania popular. CHEGA DE BURRICE, CHEGA DE ABUSO, CHEGA DE INCOMPETÊNCIA, CHEGA DE MERDA JOGADA SOBRE NOSSAS CABEÇAS!
Ou então que nos calemos e vivamos o destino de gado a que forcejam para cada vez mais nos impor, a escolha é nossa e essa iniciativa grotesca e idiota seja imediatamente esmagada, ou em breve não teremos direito a mais nada, nem à nossa língua, aos nossos sentimentos e à escolha de nosso comportamento que, não sendo criminoso, é exclusivamente da nossa conta e de mais ninguém.
Não podemos ser mais humilhados e envergonhados dessa forma, exijamos respeito e seriedade, defendamos nossa integridade e dignidade, rebelemo-nos e, sim, xinguemos -- bons filhos das putas -- ou, melhor, bons rebentos de profissionais femininas do sexo, para respeitar as novas diretrizes.
Vão se catar, e não às nossas custas, como vêm fazendo até agora. Desculpem, mas eu não posso conter a indignação e tentar passá-la para tantos compatriotas quanto possível. Saudações democráticas, revoltadas e dispostas a se tornarem revoltosas,
João Ubaldo Ribeiro"


Escrito por JAIME DA SILVA às 19h18
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Para a minha mulher

ANJO ENDIABRADO

 

NÃO ME OLHA ASSIM DESSE JEITO

SE NÃO EU POSSO ME RENDER

AOS SEUS ENCANTO DE NINFETA

EU POSSO CAIR , E DEPOIS NÃO QUERER

MAIS PERDER VOCÊ.

 

TENHA PIEDADE DE DE MEU CORAÇÃO CARENTE

ELE É TÃO MOLINHO...

E NÃO PODE SE PERDER EM VOCÊ.

 

ESSE SEU JEITINHO É DE ARRASAR QUALQUER CORAÇÃO QUE SE APROXIMAR

EU QUERO PIEDADE

NA VERDADE

NÃO POSSO ME APAIXONAR.

 

VOCÊ FICA À INSINUA-SE PARA ME

NÃO RESPONDO PELOS MEUS ÁTOS

ME CHAMA DE GATO

E CACHORRO DEPOIS.

 

GOZA SOBRE O COCHONETE FINO

GOZA DO GOZO QUE GOZEI

SEI QUE VOCÊ OLHA PRA MIM E FICA RINDO

DO GOZO QUE GOZEI.



Escrito por JAIME DA SILVA às 16h47
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